São Teotónio, Gopher, weltschmerz

Ontem de manhã peguei na Vespa e fui dar uma volta até São Teotónio. Pela manhã fiz paragem em Vila Nova de Milfontes e tomei o pequeno almoço na pastelaria Mabi. De regresso passei por algumas localidades, fazendo paragem depois no Cercal do Alentejo. No Cercal fui à pastelaria Baú Doce onde comi um pastel de nata acompanhado de um chá verde. Sentado na esplanada, numa tranquilidade absoluta, passei os olhos na revista Ler.

Antes de chegar a Sines, parei em Porto Covo. Fui à papelaria Os Correios que, mesmo sendo um sítio pequeno, tem uma biblioteca fabulosa. Comprei o livro História Geral de Macau, pelo autor Huang Qichen.

O meu percurso foi o seguinte:

  • Sines
  • Vila Nova de Milfontes
  • São Teotónio
  • Odemira
  • São Luís
  • Cercal do Alentejo
  • Sonega
  • Porto Covo
  • Sines

Comecei a usar ontem o Gopher, um protocolo que já existia antes do http. Criei o meu gopherspace (site) no sistema UNIX de acesso público SDF (Super Dimension Fortress). Um gopherspace consiste numa directoria com ficheiros, principalmente de texto simples, e depois pode ser estilizado, com ascii art, por exemplo, através do ficheiro gophermap. Nada requer grande conhecimento técnico pois para se criar um gopherspace não é necessário nenhuma linguagem, como HTML, CSS e etc.

Estou cada vez mais embrenhado a ler phlogs (blogs no gopher) e está-me a dar um prazer imenso publicar texto na plataforma. Uma janela de terminal e um editor de texto. É o que é necessário. Mais nada. Sem publicidade nem distrações. Uma web silenciosa e à antiga.

Tenho sentido o peso de Sines outra vez. Está-se a tornar uma cidade muito ruidosa para mim. Mesmo durante a noite há um som incessante de fábricas, refinarias e terminais portuários que não param. Já não me identifico com isto. Já só saio para ir trabalhar e não me interessam os eventos locais. O meu desejo de mudar para um sítio menos pesado é cada vez mais forte. Mas na realidade não sei para onde ir. Aguardo apenas que o destino se revele.

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