Trashpalace e Carpenter

Está a decorrer a sessão de cinema de Halloween no Trashpalace. Dois filmes de terror australianos. Começou ontem e vai estender-se até ao fim desta semana. Assisti ao primeiro filme, Body Melt, depois comecei a ver o segundo, Brainblast, mas não me entrou bem e parei a poucos minutos de visualização.

Já a seguir o John Carpenter vai passar som no canal 2 da NTS. A ouvir.

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SILÊNCIO

Fui à Biblioteca Municipal de Sines continuar as minhas leituras. Só para não estar fechado em casa. A biblioteca está composta, desde mesas a estantes, toda de branco. Como se quer. Infelizmente há uma funcionária que anda de salto alto, as castanhadas a entoar pela sala. Distrações que podiam ser evitadas. Numa biblioteca não se quer vestimenta a rigor. Quer-se SILÊNCIO. Infelizmente esta biblioteca peca nisso. É que a sala não está isolada e ouvem-se as conversas em alto volume dos funcionários dos escritórios do andar de cima. Portanto, não se pode esperar grande silêncio.

Não tive grande sorte. Já na biblioteca estava com pico de alergia. Almocei na Adega De Sines. 14,50€ por meio frango assado com batatas, uma água e um pudim de ovos. Está tudo endoidecido. Regressei a casa com espécie de constipação.

Esculpi mais um selo de assinatura, como os selos de assinatura chineses. Tenho feito alguns ao longo dos anos. Esculpi em borracha. Por vezes carimbo só um a acompanhar a assinatura. Noutras vezes coloco dois ou três.

Para rematar: Ouvi o álbum de Nekro Industrial (-) pelo artista Womb11, o álbum de Dark Ambient Vattenh​å​lens Dr​ä​pare pelos Beckahesten e o álbum de Black Metal homónimo das Witch Club Satan.

Agora passaremos ao cinema. Netflix, aguarda-me!

Neon Genesis Aratos Trio

No fim de semana fui ver o Aratos Trio ao Centro de Artes de Sines. Um trio sérvio de música de câmara composto por clarinete, violino e piano. Concerto incorporado na 20ª edição do festival Terras Sem Sombra, que está a decorrer pelo Alentejo. Foi um fim de semana calmo. Após o concerto rumei a casa e no Domingo pouco fiz, passando o dia todo com uma excedente moleza.

Hoje o dia foi iniciado de cabeça fresca. Preparei logo pela manhã um galão e avancei na nova lição do curso de Excel. Horas depois entreguei-me à faxina da casa. Findos os trabalhos, fim de tarde, fui à Mercearia 27. Bebi um tinto e enquanto esperava um amigo meu folheei a revista Ler. Jantei na casa dos meus pais e trouxe comigo no bolso caramelos Sweet Corner. Uma imitação, mas não menos bons, dos clássicos Werther's Original.

Agora já estou por casa. Vou ver mais um episódio do grande Neon Genesis Evangelion, que estou a assistir pela terceira vez.

Desejo-vos portanto um resto de boa noite.

 

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Beyond Ultra Violence: O Cubismo

Comecei a manhã a acabar de ver o documentário Beyond Ultra Violence: Uneasy Listening by Merzbow. Documentário onde o Masami Akita fala sobre Merzbow, Noise Music e sobre os seus outros peculiares interesses. Há uma parte no filme que me apanhou de surpresa: Um excerto do filme Lost Paradise: Riding Habit Harakiri, realizado pelo próprio Masami, onde uma mulher comete suicídio por harakiri. É uma cena gore e para começar a manhã é um tanto pesado.


Preparei café. Insatisfeito, aqueci água e fiz chá preto.


Depois saí de casa, entreguei Mail Art nos correios e fui à biblioteca municipal. Na biblioteca peguei num livro sobre cubismo e li um bom bocado num dos bancos almofadados de vermelho. Deleitado com a leitura acabei por trazer o livro para casa. Livro escrito por Pierre Cabane com o título O Cubismo e editado pela RÉS-Editora. Tenho agora até dia 15 de Novembro para o acabar.


Saí da biblioteca e desci até à avenida da praia. Calma soberba. Pouca gente. Nuvens a desfilar. Estavam uns putos na praia a tomar banho. Não sei como é que conseguem, pois hoje revelou-se um tempo mais frio.


Pelo almoço dou conta de um bife de atum, com batata doce cozida. Findo o mesmo passo os olhos pelo Le Monde Diplomatique e regresso a casa. Já nos meus aposentos jogo Skyrim e estudo berimbau.


No entanto: São agora 18h:27. A tarde revelou-se um tanto aborrecida. Como se eu tivesse queimado os trunfos todos pela manhã. Tal como ontem, hoje vou dar aula de capoeira a pedido do meu Contramestre. Pode ser que os ânimos se ergam.

Atalanta Fugiens

Após dois dias de insónia, submergido sem energia e sem vontade para muito, senti a inspiração vir à tona. Preparei portanto correspondência para a Bélgica e para a Itália e digitalizei os trabalhos. Se há coisas que fazem o meu tempo valer a pena, a Mail art é uma delas. 16 anos de actividade na Eternal Network.


Pela manhã já tinha ido aos correios enviar mais Mail Art. Regressei a casa, sem paciência para a sociedade. Sou um gajo solitário. Preciso do meu espaço e do meu tempo para as minhas coisas. Levei anos a perder certas vezes tempo na rua. Levei anos em noitadas em busca sabe-se lá do quê. Levei anos até perceber que há muita arte para fazer, muitos livros para ler, muita coisa intelectualmente prazerosa para meter cá dentro. Gosto de vez em quando de estar com um amigo ou dois, de tomar um bom vinho e embrenhar-me em conversa de qualidade, claro, mas tenho o meu limite.


Por hoje passo por Camerata Mediolanense, pelo seu album Atalanta Fugiens.


E a seguir uma série de possibilidades, mesmo sem sair de casa.

Insónia selvagem

Pico de insónia selvagem. Deixei-me dormir pelas 10 da manhã. Acordei pouco antes das 8 da noite. Sinto-me um vampiro.


Ontem houve uma festa de techno na aldeia. Obviamente que não fui. Techno nem nos anos 90. Nunca fez o meu género. Mas se fosse EBM não pensaria duas vezes. Antes de regressar a casa estava no café, mas a noite revelou-se monótona e sem grande interesse.


De regresso a casa finalizei a série Monsters: The Lyle and Erik Menendez Story. Depois ainda vi o filme indonésio The Shadow Strays.


Há dias deparei-me com este artigo engraçado sobre o lendário encontro entre o Fernando Pessoa e o Aleister Crowley: Fernando Pessoa, Aleister Crowley e a Grande Fraternidade Branca. Fernando Pessoa forjou a história da Boca do Inferno. Inventor das fake news antes das fake news.


Por hoje é tudo o que conto. Deixo-vos com os seis arquétipos da Sojo Rezanejad: Six Archetypes.

Retorno, leituras, música

Já há uns tempos valentes que não vos contava nada. A minha vida tem tomado caminhos curiosos.


O mês passado expus no Cúbiculo 27, uma mini galeria dentro da mercearia sineense Mercearia 27. Vendeu-se algumas obras, apesar do meu foco não ser vender arte. Desde então tenho continuado a criar desenfreadamente. Mail Art é o meu forte.


Também no mês passado estive no Porto. Fiz um trabalho como assistente de guarda roupa na Ópera "O Barbeiro de Sevilha", no Coliseu do Porto. Dado que a minha estadia foi de alguns dias, fui à Sonoscopia ver os Microvolumes 4.55, onde tocaram a Kaffe Mathews e o Nuno Morão. A entrada era de 6€ e ainda ofereciam jantar. Também andei pelo Museu Soares dos Reis e visitei o Museu da História Natural, no Jardim Botânico. Finda a visita à Invicta, regresso a Sines. Alguma estagnação.


Estou a tirar um curso de Excel. Pode ser que me valha de alguma coisa.


Foi-me oferecido, por uma amiga querida, duas gravuras a linóleo. Quando me contou que queria começar a fazer gravura, fiquei muito feliz. É raro em Sines haver tal interesse. Ofereci-lhe prontamente uma placa de linóleo e espero que continue.


Hoje chove e por inspiração passei um pouco pela leitura. Mais tarde joguei Fortnite. A seguir vou-me dedicar ao curso.


 


Deixo-vos com os seguintes links:



 


O que ando a ler:



  • Salman Rushdie - Os Versículos Satânicos

  • Revista Ler Nº 171, Verão 2024

  • Le Monde Diplomatique, edição de Setembro de 2024.


 


Música para hoje: