Take out order

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Quando os meus olhos se abriram, tomei um café. É o meu arranque diário. Depois fui degustar álbums. Ouvi o álbum It Beckons Us All dos Dark Throne. Black n roll não é um género que ligue muito, mas este disco satisfez-me. Um amigo meu passou-me uma faixa da vocalista Fairuz, uma artista do Líbano, e já pela tarde ouvi outras faixas dela. Há dias também descobri uma artista tunisina, que vive em França, chamada Deena Abdelwahed. Uma cena electrónica.


Um cão vadio, ainda novo, passou na minha rua. O vento soprava. O cachorro abanava a cauda. Meteu-se com o meu vizinho, com ternura. Não vi a cena seguinte. Recolhi-me ao meu canto de criação artística. Fabriquei uma série de blocos de notas feitos de sacos de papel. Uns com encadernamento japonês. Outros encadernados com agrafos.


Este fim de semana desgracei-me em fast food. Duas vezes pizza e um burger do McDonald's. Na realidade podia ter sido pior. Há dias em que um gajo não consegue ter vontade para cozinhar. Nem para se coçar, quanto mais para cozinhar. Fui forçado, no entanto, a estender e a dobrar roupa. Olha que há destinos... Um gajo passa a vida constantemente a dobrar e a lavar roupa. Talvez isto seja uma espécie de inferno chinês.


Acabei de escrever um poema na Serpente. Foi editado uma série de vezes. Tenho a criatividade em esforço. Allez. Vou ver um filme.

1 comentário:

  1. Ehehe, muito bom. A cena do canito ao vento satisfez-me a mim. Lembra-me um cão vizinho onde eu vivi que latia desconsolado mas divertido, como que dedicado à brincadeira.

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